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10 práticas inteligentes de IA no escritório de advocacia

Minutas, pesquisa, prazos, atendimento, honorários e redes sociais. Prompts prontos para usar hoje, com atenção às regras da OAB e à LGPD.

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O advogado dividido entre o cliente e a mesa cheia de tarefas
Por que este e-book

Na consultoria, vejo os mesmos problemas se repetirem nos escritórios de advocacia: prazos controlados na memória de uma pessoa, peças começadas da página em branco, propostas sem resposta e honorários em atraso. Quase nunca falta competência ao advogado. Falta tempo. Reuni aqui 10 práticas simples de inteligência artificial para devolver esse tempo, com atenção às regras da OAB e à LGPD.

Edson NoletoNoleto Consultoria Empresarial

As 10 práticas

Toque ou clique em cada uma para ver o cenário, a ideia e o prompt.

Mais possibilidades para o seu escritório

Além das 10 práticas, a IA pode apoiar muitas outras tarefas jurídicas, sempre com revisão do advogado.

O conteúdo jurídico de cada tarefa é sempre produzido e revisado pelo advogado do escritório. A Noleto apoia a organização dos processos e a implantação das ferramentas.

Com um bom planejamento, a IA pode automatizar quase toda a rotina operacional de um escritório de advocacia, do primeiro atendimento ao relatório final para o cliente.

A análise e a decisão continuam com o advogado.

IA com segurança na advocacia

Em novembro de 2024, o Conselho Federal da OAB aprovou a Recomendação nº 001/2024, com orientações para o uso de inteligência artificial generativa na advocacia. Em junho de 2026, a Ordem lançou o Plano Nacional de IA, que prevê um provimento sobre o tema. Até o fechamento desta edição, o provimento não havia sido publicado. Enquanto isso, valem a recomendação, o Estatuto da Advocacia, o Código de Ética e Disciplina e a LGPD. Na prática, seis cuidados resumem o caminho seguro:

  • O advogado decide. A IA é ferramenta de apoio. Análise do caso, estratégia e atividades privativas da advocacia não podem ser delegadas a ela.
  • O cliente é informado. A recomendação orienta o advogado a comunicar ao cliente, por escrito e antes do início do trabalho, o uso de IA, com seus benefícios e limites, e respeitar a recusa.
  • Tudo é conferido. Leis, jurisprudência e citações sugeridas pela IA são checadas na fonte oficial. O dever de veracidade em juízo (art. 77 do CPC) continua sendo do advogado.
  • Robô se apresenta como robô. Assistentes virtuais dizem que são máquinas, cuidam de agenda e informações gerais e não dão orientação jurídica.
  • O sigilo vale também na IA. Dados de clientes e de processos são protegidos pelo sigilo profissional e pela LGPD (Lei nº 13.709/2018).
  • A ferramenta é contratada. Informação de caso só em ferramentas com garantia de sigilo, que permitam excluir os dados do treinamento da IA.

Nas redes sociais. A publicidade da advocacia segue o Provimento nº 205/2021: conteúdo sóbrio e informativo, sem promessa de resultado, sem divulgação de casos concretos, sem oferta de valores ou gratuidade para captar clientes e sem ostentação. Respostas automáticas indiscriminadas a quem ainda não é cliente também são vedadas, e o Código de Ética exige nome e número de inscrição na OAB nas peças.

Resumo orientativo. Consulte a Recomendação nº 001/2024, o Provimento nº 205/2021 e o Código de Ética e Disciplina no portal da OAB e, em caso de dúvida, a seccional do seu estado.